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Sou natural de Apodi, interior do Rio Grande do Norte. Estudei a maior parte da minha vida em escolas públicas e, em 2011, ingressei no curso de Química Licenciatura na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). No terceiro período, iniciei minha participação como aluno voluntário de Iniciação Científica (IC), realizando análises físico-químicas de água como integrante do projeto Água Azul, coordenado, entre outros, pelo professor Dr. Luiz Di Souza (in memoriam).
Durante a graduação, participei de outros projetos de IC e de vários congressos científicos, onde tive a oportunidade de apresentar resultados das pesquisas, e é aqui que se inicia minha trajetória na catálise, pois passei a frequentar congressos voltados para a mesma. Em 2015, concluí minha graduação, sob orientação da professora Dra. Anne Gabriella e coorientação do professor Dr. Luiz Di Souza.
Em 2016, iniciei o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Naturais da UERN (PPGCN-UERN), novamente sob orientação da professora Dra. Anne Gabriella e coorientação do professor Dr. Vinícius Patrício. Minha dissertação teve como título “Síntese em pH fixo e aplicação de Al/SBA-15 no craqueamento de óleos vegetais”. Durante o mestrado, tive a oportunidade de realizar parte das atividades na Argentina, em parceria com o professor Dr. Karim Sapag, da Universidade Nacional de San Luis (UNSL). Lá, aprofundei meus conhecimentos na caracterização de propriedades texturais de materiais mediante adsorção de gases em diferentes temperaturas, uma experiência que foi extremamente enriquecedora tanto no aspecto pessoal quanto acadêmico.
Em 2019, fui aprovado no doutorado em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tendo como orientadora a professora Dra. Sibele Pergher e como coorientadora a professora Dra. Anne Gabriella. Naquele momento, senti que estava realizando um sonho: ter como orientadora uma pesquisadora que sempre admirei e, como coorientadora, aquela que foi minha incentivadora para começar a trajetória acadêmica. Minha tese de doutorado teve como título “Estudo de réplicas de materiais mesoporosos obtidos a partir de hard template, usando como molde de estrutura CMK-3”.
Entretanto, nem tudo foi fácil. Ainda em 2019, teve início a pandemia da COVID-19, o que obrigou a migração para o home office por boa parte do período de doutorado. Entre 2021 e 2022, retornei ao laboratório, dando continuidade aos experimentos. Em 2023, finalizei o doutorado e, desde então, continuo na UFRN como pesquisador no Laboratório de Peneiras Moleculares (LABPEMOL), coordenado pela professora Dra. Sibele Pergher.
Ao longo dessa caminhada, construí muitas amizades e conheci pessoas admiráveis, que me inspiram até hoje. Espero seguir na carreira acadêmica, desafiadora e ao mesmo tempo tão bonita. Sei que estou apenas começando minha trajetória como pesquisador e que ainda há um longo caminho a percorrer, mas estou determinado a me manter motivado, sempre buscando inspiração nos melhores exemplos.
Nascido no interior da Colômbia, em um pequeno município chamado Aquitânia, conhecido por suas paisagens deslumbrantes e por abrigar o segundo maior lago da América Latina, venho de uma família grande e humilde, com 10 irmãos, e pais camponeses. Desde criança, fui fascinado pelas ciências, e pela matemática, o que me levou a seguir um caminho acadêmico voltado para as ciências exatas. Após concluir o ensino médio, migrei para Bogotá, onde me formei em Licenciatura em Física pela Universidade Distrital e, posteriormente, em Bacharelado e Mestrado em Química pela Universidade Nacional da Colômbia. Durante esse período, tive a oportunidade de ensinar nas áreas de Termodinâmica e Físico-Química em várias universidades da cidade, o que me proporcionou uma base sólida e uma profunda paixão pelo ensino e pela pesquisa.
Em 2015, tomei a decisão de mudar minha trajetória profissional e acadêmica, embarcando em um novo capítulo da minha vida no Brasil. Comecei meu doutorado no Instituto de Química da UFRJ, na área de catálise, sob a orientação dos professores Arnaldo da Costa Faro Jr. e Victor de Oliveira Rodrigues. Foi nesse momento que meu interesse por catálise heterogênea floresceu, permitindo-me combinar meus conhecimentos em termodinâmica e físico-química com as aplicações inovadoras da catálise. Este foi um ponto de virada crucial, onde a teoria encontrou a prática, e minha paixão pela área se intensificou.
Ao finalizar meu doutorado e já apaixonado pela cidade maravilhosa, decidi ficar no Brasil e seguir minha carreira acadêmica. Iniciei um novo desafio no SENAI, trabalhando com a síntese de zeólitas a partir de resíduos de biomassa. Os resultados obtidos foram surpreendentes e me motivaram ainda mais a continuar explorando o campo da valorização de resíduos. Hoje, realizo um pós-doutorado no LIPCAT, focado na valorização de óleos e bio-óleos, além de desenvolver novas rotas de síntese de materiais, incluindo monolitos produzidos por impressão 3D para reações de grande interesse industrial.
A jornada na catálise tem sido transformadora, tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. A cada dia, continuo a aprender, inovar e contribuir para um campo que, para mim, não é apenas uma carreira, mas uma paixão que me move a buscar soluções sustentáveis e eficientes para os desafios da indústria. Meu objetivo é continuar explorando novas fronteiras do conhecimento e incentivar novos pesquisadores a se aventurarem nesse campo fascinante, onde a ciência encontra a solução para problemas reais e urgentes.
Desde o ensino médio, sempre fui fascinada pelas reações químicas, o que me motivou a ingressar no curso de Engenharia Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2010. Durante a graduação, a disciplina de Cinética Química rapidamente se destacou como uma das minhas favoritas, despertando ainda mais meu interesse pela área das reações químicas.
Meu primeiro contato com o universo da catálise ocorreu ainda durante a graduação, durante minha primeira iniciação científica no laboratório de Fotoquímica do Instituto de Química da UFRJ, atuando na área de fotocatálise. Essa experiência foi decisiva para despertar meu entusiasmo pela pesquisa científica. Mais adiante, já na reta final do curso, cursei a disciplina de Catálise Heterogênea, ministrada pelo professor Fabio Toniolo, cuja abordagem me encantou e me levou a procurá-lo futuramente como orientador para o mestrado.
Concluí a graduação em 2015, com ênfase em Petróleo e Gás Natural – Refino e Processamento, através do Programa de Recursos Humanos da ANP e Petrobras (PRH13). Em 2016, motivada pela excelência acadêmica e pelo reconhecimento do programa de pós-graduação, iniciei o mestrado no Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ. Àquela altura, já estava convicta da área de pesquisa que queria seguir: a catálise heterogênea. Iniciei então minha pesquisa no Núcleo de Catálise (NUCAT) orientada pelo prof. Fabio Toniolo, desenvolvendo uma dissertação focada na conversão de etanol em produtos de maior valor agregado, utilizando catalisadores baseados em óxidos de nióbio e zircônio modificados. O trabalho contou com a coorientação da pesquisadora Clarissa Perdomo, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Dando continuidade à trajetória acadêmica, ingressei no doutorado no mesmo programa e aceitei o desafio proposto pela Clarissa: trabalhar com catalisadores monolíticos. Desenvolvi então uma tese sobre a síntese de catalisadores de níquel suportados em monolitos cerâmicos para aplicação na reforma a vapor do metano, realizando parte dos experimentos no INT. Essa experiência construiu meu conhecimento na preparação e caracterização de catalisadores monolíticos.
Durante o doutorado, tive ainda a oportunidade de realizar um estágio sanduíche no Instituto de Catálisis y Petroleoquímica (ICP-CSIC), em Madrid, Espanha, onde aprofundei meus conhecimentos em técnicas avançadas de caracterização, como a espectroscopia Raman operando, aplicada a estudos sob condições reacionais.
Atualmente, continuo atuando na área de catálise heterogênea como pesquisadora de pós-doutorado, desenvolvendo projetos focados na conversão de CO₂, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis e eficientes voltadas à valorização de fontes renováveis de carbono.
]E assim se completam quase 15 anos de trajetória na UFRJ — como uma boa carioca que não quer abandonar o Rio — e quase 9 anos de dedicação ao NUCAT, onde tive o privilégio de construir minha formação acadêmica e científica pelo convívio com excelentes pesquisadores e amigos.
Nasci em Ponta Grossa, cidade próxima de Curitiba, no Paraná. Filho de um bancário e uma dona de casa, eu e meus dois irmãos mudávamos de cidade a cada dois anos. Maringá, também no Paraná, foi a cidade onde morei por mais tempo e onde comecei a cursar Engenharia Química na Universidade Estadual de Maringá (UEM) em 1995. No segundo ano do curso, fui apresentado ao mundo da Catálise Heterogênea pela professora Nádia Machado. Roberta Domingues e eu formamos uma dupla dinâmica de bolsistas de Iniciação Científica, para o desenvolvimento de catalisadores aplicados à conversão de etanol em combustíveis e hidrogênio.
Em 2000, minha jornada continuou com o mestrado em Engenharia Química, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Junto com o pesquisador Leandro Martins, desenvolvemos catalisadores zeolíticos para a conversão de NOx, sob a orientação do professor Ernesto Urquieta-González. Tirei férias da Catálise em 2003, quando o professor Lúcio Cardoso Filho me apresentou ao seu colega Sandro da Rocha.
A nova jornada era na área de Colóides e Interfaces, desenvolvendo moléculas carregadoras de medicamentos para bombinhas de asma, com foco no tratamento de câncer e diabetes. Foram cinco anos de doutorado na Wayne State University (WSU) em Detroit, MI, nos Estados Unidos. Entretanto, o amor pela Catálise falou mais alto, e, como pós-doutor na Brigham Young University (BYU) em Provo, UT, nos Estados Unidos, sob a orientação dos professores William Hecker e Calvin Bartholomew, desenvolvemos catalisadores para a reação de Fischer-Tropsch até 2010.
Chegou a hora de voltar ao Brasil e à família como pesquisador no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), com o apoio da minha amiga Sania Maria de Lima. Junto com Fábio Bellot, desenvolvemos catalisadores para a oxidação parcial do metano com a Petrobras em 2010. No entanto, no mesmo ano, me tornei pesquisador da petroquímica Braskem S/A, no departamento de Catálise, na área de Inovação e Tecnologia e, de mala e cuia, troquei um Rio pelo outro. Desde então, contribuí para o desenvolvimento de catalisadores e processos para a conversão de álcoois e a conversão de CO2 em produtos químicos e, atualmente, contribuo para reciclagem química de plásticos.
Sou profundamente grato a minha família, amigos, colegas, professores, orientadores e líderes, por tornarem essa jornada tão enriquecedora, alegre e gratificante. Permaneço motivado a enfrentar novos desafios e a contribuir para um futuro mais sustentável por meio da Catálise.
Meu encantamento pela Química começou no Ensino Médio Técnico em Telecomunicações, quando percebi minha facilidade em resolver questões de Física, Química e Matemática. Em 2006, entrei no curso de Química da UFF sem saber ao certo o que esperar da vida universitária, mas já com o desejo de me tornar pesquisadora despertando.
Minha formação foi marcada por experiências diversas. Durante a graduação, estagiei com o professor Rodrigo Bagueira de Azeredo, em uma pesquisa sobre a análise de chocolates por espectroscopia no infravermelho próximo — meu primeiro contato com pesquisa aplicada. Também participei do PIBID, desenvolvendo atividades para tornar o ensino de Química mais interessante e acessível.
Após concluir a licenciatura, permaneci na UFF para cursar o bacharelado, enquanto iniciava o mestrado em Engenharia Química na UERJ (2011), sob a orientação da professora Cristiane Assumpção Henriques. Foi ela quem me apresentou à Catálise — área que me encantou pela combinação entre fundamentos químicos e técnicas instrumentais voltadas a soluções sustentáveis.
Durante o mestrado, fui aprovada no concurso para docente da rede estadual (2012) e passei a lecionar Química no Ensino Médio, conciliando docência e pesquisa até obter o título de Mestre, em 2014. A pesquisa teve como foco o estudo de catalisadores de óxido de vanádio para a remoção de enxofre do dibenzotiofeno.
Meu interesse pela pesquisa me levou ao doutorado em 2016, novamente sob orientação da Cristiane. Nesse período, fui apresentada e orientada pelo saudoso professor Victor Teixeira da Silva, cuja paixão pela ciência era inspiradora, e também pela pesquisadora Priscilla Magalhães de Souza, que passou a orientar meu trabalho. Trabalhar com ela foi uma experiência extremamente enriquecedora.
Durante o doutorado, atuei em diferentes laboratórios, como o Nucat, LCPMA e Lacat. No Nucat, onde realizei a maior parte dos experimentos, conheci profissionais incríveis, como a pesquisadora Maria Auxiliadora Scaramelo Baldanza (a Dora) e o técnico Antônio José de Almeida (o Macarrão), que sempre tornavam o ambiente de pesquisa ainda mais motivador.
Entre 2018 e 2019, realizei parte do doutorado no IRCELYON, na França, com o pesquisador Gilles Berhault, por meio do PDSE. Essa vivência internacional ampliou minha visão científica e me motivou a aprender francês.
Defendi minha tese em 2023, focada no desenvolvimento de catalisadores de óxidos de molibdênio para a remoção de oxigênio de compostos derivados da biomassa. Em 2024, fui aprovada como Pesquisadora Adjunta I no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), na área de Catálise, consolidando meu caminho na pesquisa.
A Catálise, que entrou na minha vida forma despretensiosa, tornou-se o motor da minha trajetória. Ela guia minha atuação científica, sempre em sintonia com meu compromisso com a educação e com a construção de um futuro mais justo e sustentável.